28.7.09

constatação

emagreci dez quilos, daí engordei outros dois, assumi o cabelo curto, raspei, voltei pro curto, raspei de novo, voltei pro curto mais uma vez, passei a usar saia, depois vestido, tive acne from hell, contornei, viajei sem os pais, depois sem os amigos, ganhei stalkers, virei referência de moda, fiz desafetos declarados.

tanta coisa me aconteceu nos últimos quatro anos e meio, mas ainda me sinto como quando tinha catorze [e depois mais a frente, aos dezesseis], achava tudo uma bosta e tinha certeza de que, com os anos, as coisas iriam mudar.
tirando o fato de que agora sei que a mudança não vai se dar espontaneamente, e que me sinto velha demais pra fazer isso. com 21 anos.

pra galera que acreditou no meu potencial nesses anos todos, malzaê. sinto-me uma fraude.

25.7.09

fragmentos

é engraçado como a gente se pega às vezes enxergando em alguém aparentemente tão diverso um gosto tão parecido. é como olhar pra si visto de fora, tipo uma experiência extra-corpórea. me admiro toda vez. e fico com aquela cara de tonta.

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aí eu me pego assim, colecionando pequenos fragmentos, um daqui e outro dali, e tentando montar um todo. e chega a ser ridícula a alegria besta que dá.

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e posso estar super equivocada, MÃS o jeito de olhar faz toda a diferença.

24.7.09

dream scape

e eu continuo pensando em tanta coisa. sei lá. tô sempre pensando em tanta coisa. cheguei à conclusão de que ascendente libriano fode a vida. reflexão e planejamento é um caralho, quero ser xucra.

e eu sou tão tonta e tenho umas conversas tão desinteressantes, faço observações irrelevantes para todos menos eu, me explico mal ao vivo e parece que nunca chego ao ponto. sou esquiva. demais. e ainda fico tentando negar as obviedades óbvias. as if. e ainda me admiro quando alguém me puxa da nuvem.

daí o orkut me fala pra esquecer o passado. pegadinha do mallandro, né? ninguém vive descolado do próprio contexto.

pelo menos o otorrino me disse que meus cornetos nasais tão ótimos.

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numa nota à parte, descobri que gosto de churros e que não gosto de cheddar.
ainda estou obcecada com dream scape.
e rupert sempre me cativa. não importa o corte de cabelo. mané crepúsculo que nada!

18.7.09

sobre livros e abas

esse negócio de internet banda larga a preços acessíveis me deixou bem fudida das idéias, sabe? agora (leia-se, de uns 4 anos pra cá) não consigo mais me concentrar num ÚNICO livro, eu fico lokadokoo passando de um livro pro outro, como se estivesse pulando no sistema de abas do navegador. minha concentração dura 15 páginas, em estimativas otimistas. acho que não me reacostumo com livro nunca mais.

que bode.

e agora eu tô aqui, de férias, escrevendo no blog, ainda que guilherme ache que o sonho acabou, de bode da internet, de bode da tv a cabo, de bode do simis 3, sem conseguir me concentrar em livro nenhum, de roupão desde as 3 da tarde e enchendo a cara de trakinas pra tentar estabilizar meus níveis glicêmicos. até banho na gata eu já dei. é um saco porque não tem nada que me faça querer ir lá fooooooraaa como alguém comuuum. nessas horas me dá uma nostalgia do méier, que quando dava esse tipo de sentimento eu chamava alguém pra ir comigo fazer nada na dias da cruz e a gente ficava lá, sentado em algum banco olhando a vida e falando mal da própria existência.

pra completar, o orkut - que não deleto por puro apego emocional - fica me dando dicas de contatos que não quero ter.
eu devia me mudar pra niterói.

15.7.09

sabe,

ás vezes eu me sinto meio obsoleta com esse negócio de blog.

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o sub tá de sacanagem comigo. ao ouvir meu pedido de COMOFASS//, fez um step by step hoje, totalmente substituição metonímica-free. oi, também não era pra tanto.

9.7.09

então.

o moonwalk sempre me fascinou, mas nesse último mês me peguei obssessiva e compulsiva treinando o passo nos mais variados ambientes - públicos, diga-se de passagem. e não, não estou considerando a universidade um ambiente público. pelo menos não o chalé ou o casarão ou o quinto andar, por exemplo.

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a chegada da margot coincidiu mais ou menos com o início do despertar da minha consciência arquitetônica. o problema é que em todos os projetos residenciais que ponho os olhos, começo a me perguntar se são cat-friendly, e se não o são, como fazer para que sejam. é uma tortura.

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fiquei pensando em muitas coisas ontem à noite e a substituição metonímica voltou. e ela não alivia absolutamente nada, porque oi, e já sei qual é o problema, e ele tá dançando polca na minha frente. já tá virando um assunto patológico. no momento, este é o grande comofass// de minha existência.

8.7.09

michael, eles não ligam pra gente!

e até meu mp3 player, que só fica no modo shuffle, resolveu homenagear michael jackson tocando três músicas seguidas dele.
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