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3.10.09

cumaru ou pinho de riga?

e eu, que sempre fui tão ansiosa e sempre adorei sofrer por antecedência, estou sendo obrigada a focar em uma coisa de cada vez. resolver um problema pra só depois pensar em outro.

...
e uma notinha de rodapé:
estou tentando me lembrar quando foi a última vez que me senti tão desconfortável dividindo o mesmo ambiente com alguém. ter que coexistir é uma merda mesmo.

1.10.09

às vezes eu acho

que tudo no mundo foi feito por estagiários.
e é por isso que a gente tá nessa merda.

26.9.09

nunca pensei

que varrer o chão deixasse os braços tão doloridos.

8.9.09

do cotidiano

aqui em casa temos uma daquelas luvas de proteção pra pegar coisas quentes no forno. ela é estampada de um lado e lisa do outro.
o lado estampado já está gasto, com partes chamuscadas. o lado liso tá brilhando de tão novo.

nós somos canhotas. [margot inclusive] usamos a luva ao contrário.

...
outro dia estava na fnac, fiz carão pra alguém... e acho que era o manoel carlos!

fica triste não, maneco. você deu dois papéis pro mateus solano na tua novela, te amamos, bora sair pra tomar um sorvete!

1.9.09

reflequição

estava lendo um blog random quando uma frase abateu-se sobre mim:
"já perdi minha melhor amiga para um pinto".

opa, tema recorrente en mi vida, não sou a única!
será que já tem comunidade do orkut sobre isso?

22.8.09

paula, modo de usar - parte um

a real motivação por trás dos meus emails malucos enviados na madrugada é timidez pura e simples.

antes de atingir um certo patamar de embriaguez via sonolência, não tenho coragem de escrever absolutamente nada para desconhecidos e semi-conhecidos. ou conhecidos em potencial.

20.8.09

paixão

estou apaixonada pelo formato pdf.
será que eu tenho algum problema?

16.8.09

currently

carbing myself to death.

6.8.09

oncinha pintada, zebrinha listrada, coelhinho peludo.

depois de ter saído de casa - ao mesmo tempo, é importante frisar - com uma camiseta listrada, um casaco listrado, [visíveis] meia listrada e calcinha listrada, [invisíveis, suponho] cheguei à conclusão de que talvez eu tenha muitas peças com listras no meu armário.

25.7.09

fragmentos

é engraçado como a gente se pega às vezes enxergando em alguém aparentemente tão diverso um gosto tão parecido. é como olhar pra si visto de fora, tipo uma experiência extra-corpórea. me admiro toda vez. e fico com aquela cara de tonta.

...
aí eu me pego assim, colecionando pequenos fragmentos, um daqui e outro dali, e tentando montar um todo. e chega a ser ridícula a alegria besta que dá.

...
e posso estar super equivocada, MÃS o jeito de olhar faz toda a diferença.

8.7.09

michael, eles não ligam pra gente!

e até meu mp3 player, que só fica no modo shuffle, resolveu homenagear michael jackson tocando três músicas seguidas dele.

13.4.09

reflexão do dia

meus email são tão insanos quanto as pessoas acham que são, ou nosso referencial de comparação é que tá muito defasado?

_você, que já recebeu um email meu, vote na nossa enquete da semana!

...
no meu perfil do yahoo tá escrito que tenho 20 anos! me senti jovem agora...

12.4.09

recordar é viver

_por que todos acham que [nos] fodemos?
_vamos foder logo e deixá-los felizes.


diálogo mais fascinante de minha vida, circa 2005.

5.4.09

constatação do dia

acho que preciso voltar ao meu diário de papel.

...
querer controlar a quantidade de bosta que eu como já é um pouco demais.
oi, te dei essa confiança? que coisa.

25.3.09

eu preciso

de um massagista
acupunturista
relaxante muscular
uma bolsa de água quente.

e talvez um sutiã novo.
ou dois.

...
sonhar com os jonas brodas é muito fim de carreira, BUT substituição metonímica é o futuro.
o que não faz meu subconsiente deixar de ser cagado.

19.2.09

drops de sabedoria [rá]

odeio ficar gripada porque, por mais que eu coma, a sensação de fome nunca passa.

...
é triste a constatação, mas csi tá mais sem graça a cada episódio. house é a nova onda do verão, mas quero ver quanto tempo aguenta.
ps.: wilson, você é míope, nós te amamos! chase, você gagueja, achamos meigo!
[nós = eu e margot, concordamos em tudo.]

...
fui ver coraline e uma criança chorou. euri//
adoro quando crianças têm reações adversas durante filmes de animação. talvez assim os pais se toquem.
[sim, eu sou amarga.]

...
i quote:

eu gosto de coxinha de galinha... frita.


melhor frase proferida em sonho EVAH.

19.12.08

às vezes eu me pergunto

quem é mais arredia aqui em casa, se a gata ou se eu.

18.8.08

pensamento do dia

ploc é muito bom, mas ainda bem que é uma vez por semestre.

28.7.08

ainda tô sob a influência paraense,

então cabe [pelo menos] mais um [maybe dois?] post com a temática. minha visita ao pará foi meio traumática, [oi, nota-se pelo post-drama abaixo?] mas há coisas das quais vou morrer de saudades:

1. passagem de ônibus barata, dava vontade de rodar loucamente pela cidade. infelizmente a falta de um guia nos limitava ao ver-o-peso.
2. água de coco barata em todas as esquinas, nos estimulava a manter-nos hidratados.
3. biscoitos de castanha-do-pará em todos os lugares também, nos estimulava a manter-nos... gordos. verdade.
4. versões tecno-bregas para hits estrangeiros. a versão de 'umbrella' não sai da minha mente, e ainda hei de encontrar o maldito mp3.
5. as piadinhas escrotas dos turistas cariocaxx exxpertoxx, tipo chegar pra moça do pretzel e perguntar se tem de tapioca. e fazer cara de tristeza ao 'descobrir' que não existe esse sabor. infelizmente ficamos devendo a traquinagem de chegar no mac donald's e perguntar se rolava um mac tacacá, com sachêzinho de maniçoba extra.

...
desde que cheguei, meu ânimo tá no pé, meu humor um leesho; preciso de cafeína, chocolate, ou óculos novos.
talvez tudo junto.

...
on a side note: meo, que aconteceu com a seleção de vôlei? que merda, nem terceiro lugar, não é à toa que meu humor tá essa bosta toda.

23.7.08

alerta, post extremamente grande.

acabei de voltar de uma viagem quase suicida de 12 dias pra belém do pará. fui dividindo o ônibus [!!!] com cerca de 50 desconhecidos e semi-conhecidos com quem teria que conviver intensamente durante os dias seguintes; apenas pessoa uma entre todos os passageiros era minha amiga.

a decisão de fazer essa viagem foi totalmente impulsiva, impensada e arbitrária. pra mim, foi a ação mais rebelde de uma vida. rebelde para comigo mesma, para com a minha personalidade. me torturei por semanas antes da partida. "será que é isso mesmo que eu quero? será que aguento?" talvez a impossibilidade da fuga, em virtude da distância, fosse a garantia de que eu não desistiria no meio do caminho. e assim, em meio à incredulidade alheia e minha própria, parti.

durante a ida, lutei contra minha timidez e minha alergia à cigarros e aparelhos de ar condicionado. encontrar pêlos de gato perdidos no meu cobertor ajudava. dividir a poltrona com uma amiga também. eu era cordial e muda; a viagem foi longa e as palavras cruzadas preencheram meu tempo.

durante a estadia, os semi-conhecidos me cumprimentavam e os desconhecidos se perguntavam quem seria eu. já não era mais possível me esconder atrás das palavras cruzadas ou me calar; o silêncio era desconfortável e as palavras vinham atropeladas. não me permitia parar para pensar no que dizia, porque certamente me arrependeria e não ousaria abrir a boca novamente. a convivência era tranquila e já não precisava ensaiar falas - pelo menos não com tanta frequência...as risadas vinham fácil e eram verdadeiras. as piadas também. mas o medo do silêncio ainda tornava a experiência um tanto quanto assustadora. não contar com a companhia da amiga o tempo todo dificultava, a idéia de voltar sem ela aterrorizava. algumas noites eram insones e alguns pensamentos, torturantes. quando cheguei no meu limite, o dia da partida chegou.

momentos antes de entrar no ônibus, me senti perdida. olhei em volta, angustiada. me apressei a ocupar uma poltrona, qualquer poltrona; como se o gesto fosse capaz de controlar a ansiedade que sentia. e então, aos poucos, me senti rodeada por rostos e vozes conhecidos. sem que me desse conta, experimentei a sensação que me procurei durante toda a viagem, e que me fez tanta falta: o silêncio confortável. aquele momento onde a ausência de palavras não é interpretada pelas partes como falta de assunto, mas como entendimento. um silêncio que não distancia. e assim, mal senti as horas passarem.

enquanto estive fora, o cotidiano era tão diferente do meu que, com o passar do tempo, minha vida anterior ao momento de embarque parecia como um sonho. e agora, ao fim de tudo, a viagem em si me parece um sonho. as pessoas e conversas não me parecem reais. creio que essa sensação só passará quando nos virmos novamente, em outro contexto... mais... real?

por enquanto, só tenho a dizer que sobrevivi ao meu próprio desafio. ou pelo menos à primeira parte dele, já que o mais difícil vem a seguir.

...
sei que esse texto é profundamente gay e expositivo [para meus padrões], daquele tipo que vai certamente me deixar constrangida daqui a alguns... minutos, talvez. mas me sinto quase obrigada a escrevê-lo, sabe-se lá o porquê.
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