13.8.08

erm, coisas.

hoje me pegaram fazendo air piano [de novo - eu sempre faço air piano quando pratico projeção astral durante as aulas] e então desenharam algumas teclas num pedaço de papel e me ofereceram.
não sei se foi uma gentileza ou uma avacalhação...

...
uma reflexão: ser sociável consome tempo. e meio que cansa, também.
um agradecimento: o guilherme achou o mp3 de umbrella tecno-brega. valheu, amee.
um comentário retórico: a situação está se auto-evitando... fascinante.
um aviso: continuo me auto-impondo novos "desafios", e sem rede de proteção dessa vez. sinto que um EPIC FAIL me aguarda.

...
"If I could say all of the things I wanted to say, I wouldn't have to say anything at all. You'd just know. Instead I try and fumble over my words and say things I don't mean to say at all and everything ends in nerves, endless piles of nerves where I feel self conscious, ridiculous, and over-something. I'm not sure of the word yet, but the word represents a line and what I do seems to cross it."

28.7.08

ainda tô sob a influência paraense,

então cabe [pelo menos] mais um [maybe dois?] post com a temática. minha visita ao pará foi meio traumática, [oi, nota-se pelo post-drama abaixo?] mas há coisas das quais vou morrer de saudades:

1. passagem de ônibus barata, dava vontade de rodar loucamente pela cidade. infelizmente a falta de um guia nos limitava ao ver-o-peso.
2. água de coco barata em todas as esquinas, nos estimulava a manter-nos hidratados.
3. biscoitos de castanha-do-pará em todos os lugares também, nos estimulava a manter-nos... gordos. verdade.
4. versões tecno-bregas para hits estrangeiros. a versão de 'umbrella' não sai da minha mente, e ainda hei de encontrar o maldito mp3.
5. as piadinhas escrotas dos turistas cariocaxx exxpertoxx, tipo chegar pra moça do pretzel e perguntar se tem de tapioca. e fazer cara de tristeza ao 'descobrir' que não existe esse sabor. infelizmente ficamos devendo a traquinagem de chegar no mac donald's e perguntar se rolava um mac tacacá, com sachêzinho de maniçoba extra.

...
desde que cheguei, meu ânimo tá no pé, meu humor um leesho; preciso de cafeína, chocolate, ou óculos novos.
talvez tudo junto.

...
on a side note: meo, que aconteceu com a seleção de vôlei? que merda, nem terceiro lugar, não é à toa que meu humor tá essa bosta toda.

23.7.08

alerta, post extremamente grande.

acabei de voltar de uma viagem quase suicida de 12 dias pra belém do pará. fui dividindo o ônibus [!!!] com cerca de 50 desconhecidos e semi-conhecidos com quem teria que conviver intensamente durante os dias seguintes; apenas pessoa uma entre todos os passageiros era minha amiga.

a decisão de fazer essa viagem foi totalmente impulsiva, impensada e arbitrária. pra mim, foi a ação mais rebelde de uma vida. rebelde para comigo mesma, para com a minha personalidade. me torturei por semanas antes da partida. "será que é isso mesmo que eu quero? será que aguento?" talvez a impossibilidade da fuga, em virtude da distância, fosse a garantia de que eu não desistiria no meio do caminho. e assim, em meio à incredulidade alheia e minha própria, parti.

durante a ida, lutei contra minha timidez e minha alergia à cigarros e aparelhos de ar condicionado. encontrar pêlos de gato perdidos no meu cobertor ajudava. dividir a poltrona com uma amiga também. eu era cordial e muda; a viagem foi longa e as palavras cruzadas preencheram meu tempo.

durante a estadia, os semi-conhecidos me cumprimentavam e os desconhecidos se perguntavam quem seria eu. já não era mais possível me esconder atrás das palavras cruzadas ou me calar; o silêncio era desconfortável e as palavras vinham atropeladas. não me permitia parar para pensar no que dizia, porque certamente me arrependeria e não ousaria abrir a boca novamente. a convivência era tranquila e já não precisava ensaiar falas - pelo menos não com tanta frequência...as risadas vinham fácil e eram verdadeiras. as piadas também. mas o medo do silêncio ainda tornava a experiência um tanto quanto assustadora. não contar com a companhia da amiga o tempo todo dificultava, a idéia de voltar sem ela aterrorizava. algumas noites eram insones e alguns pensamentos, torturantes. quando cheguei no meu limite, o dia da partida chegou.

momentos antes de entrar no ônibus, me senti perdida. olhei em volta, angustiada. me apressei a ocupar uma poltrona, qualquer poltrona; como se o gesto fosse capaz de controlar a ansiedade que sentia. e então, aos poucos, me senti rodeada por rostos e vozes conhecidos. sem que me desse conta, experimentei a sensação que me procurei durante toda a viagem, e que me fez tanta falta: o silêncio confortável. aquele momento onde a ausência de palavras não é interpretada pelas partes como falta de assunto, mas como entendimento. um silêncio que não distancia. e assim, mal senti as horas passarem.

enquanto estive fora, o cotidiano era tão diferente do meu que, com o passar do tempo, minha vida anterior ao momento de embarque parecia como um sonho. e agora, ao fim de tudo, a viagem em si me parece um sonho. as pessoas e conversas não me parecem reais. creio que essa sensação só passará quando nos virmos novamente, em outro contexto... mais... real?

por enquanto, só tenho a dizer que sobrevivi ao meu próprio desafio. ou pelo menos à primeira parte dele, já que o mais difícil vem a seguir.

...
sei que esse texto é profundamente gay e expositivo [para meus padrões], daquele tipo que vai certamente me deixar constrangida daqui a alguns... minutos, talvez. mas me sinto quase obrigada a escrevê-lo, sabe-se lá o porquê.

6.7.08

por que

eu, em geral, quando vejo aquelas listinhas de presentes para eles e elas - aquelas que aparecem em todos os lugares no natal, dia dos namorados, dos pais, das mães... - sempre:

1. acho uó todos os presentes para elas?
2. desejo quase todos os presentes para eles, tirando o canivete suíço que sempre, eu disse SEMPRE está na lista, e até hoje não saquei muito qual a utilidade dele no dia-a-dia do homem moderno do século XXI?

...
e só pra constar que eu super não respeito festas em que toca de tudo, onde até tchakabum [cruzes] é desenterrado, mas não toca madzzona! despeito!

25.6.08

sonhos macabros

sonhar com aquele-que-não-deve-ser-nomeado [não, não é o você-sabe-quem] já é muito, muito estranho, visto que jamais sonhei com ele antes, por que agora? porém, estranho de verdade é sonhar com aquele-que-não-deve-ser-nomeado usando bengala e, durante o sonho mesmo, pensar "meo deos, igual ao HOUSE!"
tadinho do house. não foi por querer, viu?

se depois de ter assistido uns 15 episódios de house já estou assim, daqui a pouco estou sonhando com pessoas virando onças, rodas de viola, tuiuiús e marruás. .__.

...
gente, eu usei o pc do príncipe das trevas! ha, só pra deixar guardado pra posteridade...
e acho que isso foi um record de tags para o mesmo post. yay!

10.6.08

semester's sooo over... NOT

relendo minhas anotações de aula para uma prova que vou fazer amanhã, notei várias coisas escritas de forma quase incompreensível, criptografadas, com erros ortográficos [oi dislexia] que fazem a palavra ser endendida de outra forma, ou absolutamente não fazer sentido; frases incompletas; pontos de interrogação em locais estratégicos e anotações do tipo "procurar no google".

eu entendo tudo perfeitamente mesmo assim, claro, estive nas aulas e vou me lembrando. o mais legal é que - tcharan - meia dúzia de pessoas já tiraram xerox desse caderno inteiro. pausa dramática.

[insira risada maligna aqui]

hm, vingança autista nerd?

...
meu celular é uma bosta, mas descobri outro dia e já amei a ferramenta de conversão. aparentemente inútil, mas adoro coisas aparentemente inúteis.

5.6.08

a lhama te despreza.

ela tudo vê. te liga, rapá!
______________________________________________________